Its our little dark place.

27 novembro, 2010


www.shiuuuu.blogspot.com


(It gets better, they say. One day, sex will not be just sex, and atraction will not be just atraction. One day we will be happy. I really truly believe in that...sometimes)

Reciclagem.

24 novembro, 2010

Precisa-se.
Urgentemente.

Reciclagem.

Precisa-se.
Urgentemente.

O melhor sentimento do mundo é este

23 novembro, 2010

Ser apreciado e fazer falta.
Mesmo que apenas num blogue.

Acho interessante

22 novembro, 2010

Que algumas pessoas me conheçam tão bem.
E pronto é tudo o que vou dizer.

Nanowrimo

21 novembro, 2010

Ando a ficar cansado, mas cá vai um excerto que faz sentido pôr aqui agora.

Capítulo X

Harry Potter e Eu

A memória é uma coisa engraçada. Há momentos de vida que me passam completamente ao lado e que nem sei que passei e há outros que estão tão coloridos como no dia em que foram pintadas. Um bom exemplo disso, é a morte da minha avó. Lembro-me tão bem desse dia. De como passei o dia inteiro a saber que qualquer coisa estava errada. Qualquer coisa não estava como deveria estar.

Lembro-me de dormitar sem sono e ter um aperto no peito. Lembro de ver a Morte a olhar para mim. Algumas horas depois a mãe chegou e disse-me “A tua avó morreu, meu filho.”

E qualquer coisa morreu com ela também nesse instante de dor, como uma lança que atravessa o peito e rebenta com tudo o que temos cá dentro. E qualquer coisa partiu, quebrada, nunca mais recomposta, nunca mais vista. Lembro de ter os olhos em lágrimas e a minha mãe pentear-me o cabelo com força. Lembro de ela chorar também e o resto dos dias passarem assim, em choros.

Lembro-me de chegar o meu pai e eu ter que ser forte. De não chorar ao pé dele, de não lhe dizer nada. Lembro dele com a cara de quem tem um problema chato para resolver. Lembro-me dele vagamente triste. E eu com o coração a explodir de emoções sem ter ninguém para conversar comigo. Morreu, acabou, não dá mais. Game Over Over. Já não há vidas extra. Não há escapes.

“Não podes ir ao funeral. É uma coisa muito pesada e tu és só um rapazinho. Não queiras ir e se te convidarem recusa. Não entres no carro da tua tia se ela pedir. Não penses nisso sequer”- dizia-me a minha mãe. Mas o que era aquilo tudo? O que era forte? O que é que era pesado?

O que é que eu não podia suportar mais se já me tinham levado quase tudo o que tinha? O telefone tocou alguns dias depois.

“Está lá, Ana? Olha é a Manuela. Diz-me uma coisa não posso levar o rapaz ao cinema? Acho que lhe vai fazer muito bem. Ele anda tão triste, tão chateado. Saiu um filme engraçado para crianças.”

O filme era o Harry Potter a Pedra Filosofal. E a vida tinha renascido. RESTART para mim. Restart.

E em Lisboa, via-se por aquela altura posters do novo filme, a última aventura dividida em duas partes, para contar mais da história e ganhar mais alguns milhões. É como que o fim de parte da minha vida, qualquer coisa que se acaba aqui, talvez a minha adolescência mais infantil. Talvez ande a tornar-me naquele homem que todos me contavam que ia ser.

E é muito estranho. É estranho estar aqui, nesta etapa de vida, é estranho estar em Lisboa e ter não só uma casa, mas um lar. Morava em Faro e a minha vida era aquilo. Odiava a minha casa, odiava as minhas rotinas rotineiras e aborrecidas, odiava a falta de aventuras e estímulo e cá estou eu neste novo universo, nesta nova vida. A cometer os meus erros, a dar passos errados mas sempre a descobrir e a aprender qualquer nova, qualquer coisa de diferente.


(...)

Comportamentos de Risco.

20 novembro, 2010

Loucuras da vida. about to make one.
oh well...