Palavra

17 junho, 2010

Para mim, não serve nada aquela modinha de nos expressarmos por imagens.
Sim, uma imagem vale mais que mil palavras mas eu gosto de saber quais são essas mil palavras...não mascaro o meu vazio interior com uma imagem bonita...

Mas, hey!...cada um faz o que quer.

So um post a dizer nada para dizer que ...

Esqueçam ;)

Inspiração a meio do Exame Nacional de Português

16 junho, 2010

Bem, não correu assim por aí além de bem...
however houve dois momentos de inspiração!

A composição era sobre as viagens e eu terminei assim: "E qualquer viagem é válida, mesmo que seja apenas um texto no Exame Nacional de Português"

E a meio da composição brotou em mim esta frase (sem qualquer relação com nada do Exame xD): "Eu amo-te como amo todos os meus irmãos e irmãs, amo-te com tudo aquilo que és e com tudo aquilo que sou. Não me podes pedir mais."

Enfim...

Para o meu querido exame

Não durmo, nem espero dormir.
Nem na morte espero dormir.
Espera-me uma insónia da largura dos astros,
E um bocejo inútil do comprimento do mundo.
Não durmo; não posso ler quando acordo de noite,
Não posso escrever quando acordo de noite,
Não posso pensar quando acordo de noite —
Meu Deus, nem posso sonhar quando acordo de noite!
Ah, o ópio de ser outra pessoa qualquer!
Não durmo, jazo, cadáver acordado, sentindo,
E o meu sentimento é um pensamento vazio.
Passam por mim, transtornadas, coisas que me sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que me não sucederam
— Todas aquelas de que me arrependo e me culpo;
Passam por mim, transtornadas, coisas que não são nada,
E até dessas me arrependo, me culpo, e não durmo.
Não tenho força para ter energia para acender um cigarro.
Fito a parede fronteira do quarto como se fosse o universo.
Lá fora há o silêncio dessa coisa toda.
Um grande silêncio apavorante noutra ocasião qualquer,
Noutra ocasião qualquer em que eu pudesse sentir.
Estou escrevendo versos realmente simpáticos —
Versos a dizer que não tenho nada que dizer,
Versos a teimar em dizer isso,
Versos, versos, versos, versos, versos...
Tantos versos...
E a verdade toda, e a vida toda fora deles e de mim!
Tenho sono, não durmo, sinto e não sei em que sentir.
Sou uma sensação sem pessoa correspondente,
Uma abstracção de autoconsciência sem de quê,
Salvo o necessário para sentir consciência,
Salvo — sei lá salvo o quê...
Não durmo. Não durmo. Não durmo.
Que grande sono em toda a cabeça e em cima dos olhos e na alma!
Que grande sono em tudo excepto no poder dormir!
Ó madrugada, tardas tanto... Vem...
Vem, inutilmente,
Trazer-me outro dia igual a este, a ser seguido por outra noite igual a esta...
Vem trazer-me a alegria dessa esperança triste,
Porque sempre és alegre, e sempre trazes esperança,
Segundo a velha literatura das sensações.
Vem, traz a esperança, vem, traz a esperança.
O meu cansaço entra pelo colchão dentro.
Doem-me as costas de não estar deitado de lado.
Se estivesse deitado de lado doíam-me as costas de estar deitado de lado.
Vem, madrugada, chega!
Que horas são? Não sei.
Não tenho energia para estender uma mão para o relógio,
Não tenho energia para nada, para mais nada...
Só para estes versos, escritos no dia seguinte.
Sim, escritos no dia seguinte.
Todos os versos são sempre escritos no dia seguinte.
Noite absoluta, sossego absoluto, lá fora.
Paz em toda a Natureza.
A Humanidade repousa e esquece as suas amarguras.
Exactamente.
A Humanidade esquece as suas alegrias e amarguras.
Costuma dizer-se isto.
A Humanidade esquece, sim, a Humanidade esquece,
Mas mesmo acordada a Humanidade esquece.
Exactamente. Mas não durmo.

Insónia by Álvaro de Campos

And all that Jazz

15 junho, 2010

Há cerca dum ano atrás eu estava meio louco com o Exame de Geografia e a amaldiçoar tudo e todos.
Pois bem, o passado reencontrou-se com o presente.
Amanhã é o Exame Nacional de Português e vou morrer.
Sim, literalmente MORRER.

Não é que não tenha estudado mas tive a fazer exames e aquilo correu me super mal.

E o pior é que estou pior do que o ano passado.
No ano passado não precisava daquilo para nada, não tinha bem a noção das médias e etc...
Agora tenho e preciso de um 18,1 ou acima para entrar na Universidade Nova em Ciências da Comunicação. (Ver vídeo de apresentação com o José Rodrigues dos Santos)

é só mais um sonho que vai pelo vento...como tantos outros na minha vida.

Enfim, ainda quero ter um pouco de fé.


(e ah! de resto vai tudo de mal a pior. Amigos, Festas (mea culpa), e whatever.
Tenho feito tanta merda e têm feito tanta merda comigo...vá lá que não há muitas Golden Gates cá no Algarve...senão já me tinha atirado há muito)

Enfim, abraços do soon to be dead.

Uma estante cheia de livros

13 junho, 2010

Livro Um
A Despedida

O andor corria negro como os vestidos das mulheres. O caixão erguia-se na frente levado pelos homens de fato a quem é proibido chorar. As mulheres avançam logo a trás de passo lente e cobertas pela sua própria tristeza.
Até a terra cair sobre o caixão todos se sentirão tristes. Todos lamentarão a morte daquele que os ensinou tanto.
Mas...

Livro Dois
O início da Desilusão
Nos idos anos da minha vida, anos de sol e fugaz felicidade conheci dois irmãos. Um fazia casas ali ao pé daquela cidade que já não existe, mesmo junto à praia que não ficou na memória. Um dia, um comprou uma casa branca, muito velha que precisava de pintura. Pediu primeiro a um dos empregados para ajudar e ficou muito bonito. Parecia uma real casa de senhores. Entretanto, louco por embelezar a sua casa ainda mais pediu ajuda ao seu irmão. Horas depois a casa tinha perdido a sua beleza e era agora tal como qualquer outra. A inocência da primeira pintura parecia ter morrido debaixo da normalidade.
"As vezes é melhor ficar com a primeira demão de pintura."

Livro Três
A coisa
Ah. Que grandiosos cabelos, vestidos, sapatos, que grandiosas pessoas que passavam pelo Grande Banco de Pessoas. Todos se vestiam extremamente bem para estar ali. Mas o que é aquilo?
Luz
Cara
Tremor
Tu
Fuck you
Lágrima
Cigarro
Morte
Dormir

Livro Quatro
Afinal
Afinal tudo é o que sempre foi e tudo o que pensei era o certo.
Afinal ano existem finais felizes e aqueles que nos amam são sempre os primeiros a crucificar-nos.
Afinal mesmo os que já são maus são hipócritas.
Afinal ninguém continua a defender-me e o mundo
é isto, um grande circo de Horrores
onde eu tenho várias máscaras mas só posso usar aquela
que os outros acham mais bonita.
Que desilusão.
Que tristeza que sinto.
Que raiva sinto na boca.

"Diga-me mais sobre isso por favor.
Acho que era benéfico explorar isto comigo, a sua psicóloga."


Livro Cinco

Esquecimento ou Fortalecimento de Ideias Presentes

Aquilo que há de vir ainda ninguém sabe.

E assim, as palavras que se seguem não são mais que isso mesmo: Palavras
que escrevi sem saber o final disto
Palavras que escrevo só para escrever.
Palavras que não sabem a nada, que na sabem nada.
Palavras como eu.

Ai caralho

12 junho, 2010

Nada a dizer sobre isto.
Que se fodam todos sim? ^^

Prom Shopping

10 junho, 2010

Pensamentos aleatórios.

Hum.
Pois
Que pena, a serio. Fiquei de facto triste com isso. Ninguém merece.
Eh, whatever logo pago
Tipo isto assim não.
Ai que tótó
é que ir assim não!
Pois tens razão.
Ia que ridículo.
Aquela é quem mesmo?
Tipo agora estou sozinho!
Esta mulher é mesmo simpática.
E esta também.
Tipo ja me respondias.
Ai P.O.D.R.E.
As vezes é melhor ficar com a primeira demão de pintura.
Ai nao posso.
Vou comer qualquer coisa ao mac?
Que depressividade Ephram!
Eu sei cá...
Morre atro