“The speed of the world doesn't stop just because of what you're going through."

10 novembro, 2013

Queria escrever qualquer coisa. Não consigo.
Frustrado contigo, com ela, comigo.
Até quando?

Caneta versus Vida

20 outubro, 2013

Escrever. Sempre Escrever. 
A minha mãe ligou-me a pedir me que escreva. Que fale sobre tudo o que está a acontecer aqui, sobre tudo aquilo que penso e vejo.
A minha mentora aqui disse-me o mesmo.
Mas não é fácil. A Roménia tem os seus encantos, mas a verdade é que nos encontrámos num ponto muito estranho da minha vida. Estou numa pausa. Estou a preparar o meu futuro, a decidir como resolver os erros de antes e como evitá-los no depois. Estou a crescer, sim, outra vez a crescer. Mas desta vez, não pode ser ao acaso. Eu tenho que me perceber, tenho que perceber o que quero fazer e perceber para onde vou.

Eu estou numa pausa. Mas o mundo não esta a minha espera. Por isso mesmo esta é uma pausa consciente e não escrita. Não quero romantizar a realidade. Não desta vez. 


Tanto barulho e tão pouca boa gente

30 setembro, 2013

É cada vez mais difícil encontrar a boa gente.
Mas haverá ainda alguém relevante para conhecer?
Será que tudo o que vier será o interminável pão seco?
Perguntas, perguntas, perguntas, perguntas.



Iasi

11 setembro, 2013

E aqui estou eu. Na puta da Romenia.
Outra vez a escrever em computadores que nao tem acentos nem c com cedilha. Outra vez a viajar.
E esta a fazer me muito bem.
Para tras ficou tudo o resto. Eu estou sempre a fugir.

Roses are red. Violets are blue. I'm still alone and so are you.

03 agosto, 2013

Olho para esta folha virtual em branco.
Olho para os meus dedos, para o teclado.
Está a tocar o Sol de Inverno da Simone de Oliveira.
E eu não consigo pensar em algo para dizer. Eu não consigo pensar em como escrever tudo aquilo que está a acontecer. Por fora, parece tudo igual. Vivo de saudade, como sempre. Tenho o meu trabalho, tenho as minhas bebedeiras. Tenho os meus amigos, tenho as minhas conversas.
Mas por dentro, por dentro, bem lá por dentro eu não me reconheço no espelho. Eu não aceito aquilo que me está a acontecer. Eu não consigo fazer nada porque não consigo aceitar. Eu não quero ser esta pessoa. Eu não ser a pessoa que tem voltar para casa dos pais por não ter dinheiro. Eu quero parar de me convencer que perdi o amor da minha vida. Eu quero parar de achar que não mereço amor nenhum e quero convencer-me disso, para que possa de facto sentir algo verdadeiro, algo que não se relacione apenas com as minhas fragilidades pessoais.
Foda-se.
Eu quero encontrar um caminho. Um caminho qualquer. Parece que estou em ponto morto há demasiado tempo. Eu estou farto de deixar os dias passar por mim sem mácula, sem paixão, sem entusiasmo.
Eu preciso de ir embora. Sim, ir embora outra vez. Sem data de regresso. Sem linha de segurança. Ou me espalho ao comprido e acabo morto num beco ou então ainda consigo fazer qualquer coisa.

"A ver vamos. A ver vamos, como diz o cego."

Aniversário

16 julho, 2013

A culpa não é das pessoas necessariamente. É das situações. Mas ainda assim, há um ano atrás eu passei um dia antes dos meus anos, no Optimus Alive. A ouvir The Cure. Quando a meia noite chegou estava sentado no chão do recinto. Tinha amigos comigo lá, conheci outras pessoas. No dia a seguir, fui para o Algarve jantar na praia, ter com a Joana ao bar. Tive uma vela cigarro.

Este ano a minha mãe esqueceu-se dos meus anos. Passei ambas as noites a trabalhar. Tive duas amigas a tentar organizar uma festa surpresa sem sucesso. No one really cares.

Não se pode ser criança para sempre.

AMORES IMAGINÁRIOS

11 julho, 2013

Há uma parte de mim que ainda é consideravelmente grande, que deseja ardentemente por estabilidade. Uma pessoa certa, um trabalho modesto certo, uma rotina. Há uma parte de mim que quer morar num apartamento pequenino e regar as flores da varanda. Viver uma vida sossegada.
Mas esse não é o meu caminho. Eu nasci para sofrer. Eu nasci para passar por todos os caminhos sinuosos, para assistir todos os dias à destruição de tudo aquilo que eu julguei amar. Eu sou aquele que tem sempre um problema novo para contar. E cheira-me que ainda vai ficar muito, muito, muito pior.
Hoje em dia, eu vejo aquilo que os outros vêm. Eu sei que as pessoas são finitas. Que se acabam, que morrem. Hoje eu sei que o amor não é para sempre e que não existem laços para a vida. As pessoas são páginas. Nem sequer são páginas de um livro bom, são páginas de uma revista que corre pelos dedos quase sem sentido nem atenção. Umas a seguir às outras, sem parar. E não há mal nenhum nisso. Os corpos nus que ficam por meu lado são todos iguais. Não interessa quem é. Não interessa quem sou. Eu uso, abuso, faço aquilo que quero e viro a página. Eu não acredito em ninguém. Eu não acredito nos bons sentimentos de ninguém. O amor é uma mentira.
Há cicatrizes. Há dores. Mas eu não me lembro de não ter cicatrizes ou de não ter dores por isso já nem isso interessa.
(Também há excepções. Quando o amor deixa de ser imaginário e se torna em amor puro. E o único amor puro que conheço é a amizade. Mas os amigos não preenchem tudo.)
Já não tenho sonhos. Larguei-os no vento, como naquele dia que deixei o meu balão fugir no mercado.
E assim cheguei aos 21 anos, com a certeza absoluta que o auge da vida já passou.