Acho interessante

22 novembro, 2010

Que algumas pessoas me conheçam tão bem.
E pronto é tudo o que vou dizer.

Nanowrimo

21 novembro, 2010

Ando a ficar cansado, mas cá vai um excerto que faz sentido pôr aqui agora.

Capítulo X

Harry Potter e Eu

A memória é uma coisa engraçada. Há momentos de vida que me passam completamente ao lado e que nem sei que passei e há outros que estão tão coloridos como no dia em que foram pintadas. Um bom exemplo disso, é a morte da minha avó. Lembro-me tão bem desse dia. De como passei o dia inteiro a saber que qualquer coisa estava errada. Qualquer coisa não estava como deveria estar.

Lembro-me de dormitar sem sono e ter um aperto no peito. Lembro de ver a Morte a olhar para mim. Algumas horas depois a mãe chegou e disse-me “A tua avó morreu, meu filho.”

E qualquer coisa morreu com ela também nesse instante de dor, como uma lança que atravessa o peito e rebenta com tudo o que temos cá dentro. E qualquer coisa partiu, quebrada, nunca mais recomposta, nunca mais vista. Lembro de ter os olhos em lágrimas e a minha mãe pentear-me o cabelo com força. Lembro de ela chorar também e o resto dos dias passarem assim, em choros.

Lembro-me de chegar o meu pai e eu ter que ser forte. De não chorar ao pé dele, de não lhe dizer nada. Lembro dele com a cara de quem tem um problema chato para resolver. Lembro-me dele vagamente triste. E eu com o coração a explodir de emoções sem ter ninguém para conversar comigo. Morreu, acabou, não dá mais. Game Over Over. Já não há vidas extra. Não há escapes.

“Não podes ir ao funeral. É uma coisa muito pesada e tu és só um rapazinho. Não queiras ir e se te convidarem recusa. Não entres no carro da tua tia se ela pedir. Não penses nisso sequer”- dizia-me a minha mãe. Mas o que era aquilo tudo? O que era forte? O que é que era pesado?

O que é que eu não podia suportar mais se já me tinham levado quase tudo o que tinha? O telefone tocou alguns dias depois.

“Está lá, Ana? Olha é a Manuela. Diz-me uma coisa não posso levar o rapaz ao cinema? Acho que lhe vai fazer muito bem. Ele anda tão triste, tão chateado. Saiu um filme engraçado para crianças.”

O filme era o Harry Potter a Pedra Filosofal. E a vida tinha renascido. RESTART para mim. Restart.

E em Lisboa, via-se por aquela altura posters do novo filme, a última aventura dividida em duas partes, para contar mais da história e ganhar mais alguns milhões. É como que o fim de parte da minha vida, qualquer coisa que se acaba aqui, talvez a minha adolescência mais infantil. Talvez ande a tornar-me naquele homem que todos me contavam que ia ser.

E é muito estranho. É estranho estar aqui, nesta etapa de vida, é estranho estar em Lisboa e ter não só uma casa, mas um lar. Morava em Faro e a minha vida era aquilo. Odiava a minha casa, odiava as minhas rotinas rotineiras e aborrecidas, odiava a falta de aventuras e estímulo e cá estou eu neste novo universo, nesta nova vida. A cometer os meus erros, a dar passos errados mas sempre a descobrir e a aprender qualquer nova, qualquer coisa de diferente.


(...)

Comportamentos de Risco.

20 novembro, 2010

Loucuras da vida. about to make one.
oh well...

And this, just this, makes all of it great.

18 novembro, 2010


Thanks Nan Lo, really.
Thank you for kind words when I'm sad,
Thanks for cigarretes,
Thanks for holding me up and defending my name.
I really like you and I will miss you a lot.

"Amigos"

15 novembro, 2010

"Amigos" que me recebem com mentiras, merecem aspas.
"Amigos" que me trocam, merecem aspas.
"Amigos" que não me conhecem, merecem aspas.
"Amigos"...

e tenho tido.
Não vos quero magoar, nem irritar, nem qualquer outro tipo de coisa. Mas senti-me mal. Senti-me triste e desiludido. E não gosto. E vocês deviam conhecer-me e não continuar a agir assim. Gostava de ver se eu tivesse feito o mesmo com vocês. O problema é mesmo esse. Vocês nunca compreendem o que está para lá do vosso mundo.

Desculpem, continuo a ter boas memórias com vocês.

Dá me um bocado de prazer

14 novembro, 2010

Pensar que já descobriste quem ele é. Gostava muito que sentisses que o mundo com ele não é assim tão perfeito e a vida que tinhas era um bocado ilusão. Gostava que visses que eu também tive contigo e avisei-te e tu foste cega. Gostava tanto que te fodesses e chorasses um bocadinho. Porque assim eu ia ter um bocado de razão.

Enfim, pessoas, não tenho dito nada de jeito da vida, das coisas e das confusões. Eu sei que não. De qualquer forma, posso dizer que continuo o mesmo e que tenho tido muitas coisas para viver. Evoluí muito e neste momento quase que precisava de cortar mesmo com o passado todo para poder automatizar isso mas enfim, não importa.

Tive umas desilusões quando fui ao Algarve ter com os meus "amigos". Se calhar mudei mesmo porque já não admito certas coisas e falo abertamente sobre isso. Enfim.

Quero me tanto ir embora de Portugal. Nova Iorque espera-me, mais cedo ou mais tarde. I will make it. You ll see.

Espero que esteja tudo bem com os meus leitores amados.
Agora é um adeusinho.

Drama?

13 novembro, 2010

Mas tá toda a gente a ficar louca?